QANDO TUDO DÓI.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A dor geralmente aparece nos ombros e braços, depois se espalha pelo corpo todo, chegando aos ossos, tendões, músculos e articulações. Pode se arrastar por dias, meses e até anos. Junto a esses sintomas pode vir um cansaço inexplicável, o sono que não relaxa.
Quando tudo dóiTambém há quem reclame de dificuldade de concentração, depressão, sensação de formigamento em braços e pernas, dores de cabeça e até de cólicas intestinais. Para se livrar do problema, o paciente costuma passar por vários especialistas, antes do diagnóstico de fibromialgia.
Essa demora em se chegar à conclusão de que as dores apontam para fibromialgia reside no fato de não haver nenhum exame laboratorial ou radiológico que comprove o diagnóstico, que é exclusivamente clínico e requer histórico e exame físico detalhados. Dessa forma, consultas médicas rápidas e baseadas em laudos de exames não trazem resultados, o que faz pacientes passarem por diversos médicos, realizarem uma série de exames sem chegarem a nenhum diagnóstico.
O importante para quem tem a síndrome é manter a qualidade de vida, uma vez que até o momento não há cura
Entre os pacientes com o problema, 90% são mulheres. A causa é atribuída ao desequilíbrio de neurotransmissores responsáveis por inibir ou gerar a dor, como a serotonina. Há uma substância diretamente relacionada aos mecanismos da fibromialgia: é a substância P, do inglês Pain – que significa dor. “O excesso da substância P no organismo resulta em maior percepção da dor”, explica Evelin Goldenberg, reumatologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e autora do livro O Coração Sente, O Corpo Dói (Editora Atheneu).
Pesquisas mostram três vezes mais substância P no organismo dos portadores da síndrome, além da queda na produção de serotonina. “Há um excesso de agentes que enviam informações dolorosas, somado à redução nos níveis dos que suprimem a dor”, completa a reumatologista.

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