Por: Caroline Teixeira
Foto: Getty Images
Leitura Rápida
Antes de impor a prática de alguma atividade ao seu filho, encontre uma opção que combine a diversão com os benefícios à saúde
O ideal é variar as modalidades, para evitar uma especialização precoce
Comece com treinos de 30min por dia, contínuos ou em intervalos de 10min ou 15min cadaEstimhttp://img8.orkut.com/images/milieu/1316939280/1316964481168/393930705/of/Z1wzu1n6.jpgular uma criança a praticar exercícios físicos, além de proporcionar mais qualidade de vida, previne os malefícios de uma vida sedentária. Mas, antes de impor a prática de alguma atividade ao seu filho, encontre uma opção que combine a diversão com os benefícios à saúde. E, para os pais que já correm, talvez seja mais fácil dar o exemplo e incentivar os pequenos a dar as primeiras passadas.
“Crianças com tendências ao sedentarismo, que fogem da aula de educação física e preferem brincadeiras eletrônicas, podem encontrar na corrida uma forma de estimular o início da pratica de atividade física regular, controlada e orientada”, comenta o treinador Emerson Bisan, da assessoria esportiva Nova Equipe.
A corrida pode ajudar a manter o peso corporal, evitando a obesidade infantil e prevenindo hipertensão, diabetes e dislipidemia. “Uma criança obesa de 6 anos tem 50% de chances de ser um adulto obeso; enquanto uma criança de 10 anos obesa apresenta risco de 80% de ser um adulto também obeso”, alerta o médico do esporte Fernando Bianchini.
Respeite cada fase – Para garantir a segurança, os treinos devem ser adaptados de acordo com a idade. O importante é ressaltar as vantagens que a corrida pode trazer ao invés de incentivar uma atitude competitiva. E a Federação Europeia de Sociedades de Psicologia do Esporte (Fepsac) recomenda que a criança experimente diversas modalidades, evitando uma especialização precoce.
Os mais novos devem ter um treinamento lúdico, deixando a exigência de técnica e correção para aqueles que estão na fase pré-adolescente. “Estimule a afinidade com o esporte, que pode, futuramente, se voltar para a questão competitiva”, completa Bisan.
O psicólogo do esporte João Ricardo Kosac explica que o esporte deve respeitar as fases de crescimento: “Até os seis anos de idade, não devemos preocupar a criança com a competitividade ou ditar regras. Tudo deve ser tratado como uma brincadeira, funcionando como um fator motivador para correr ou pular”. Entre 6 e os 10 anos, o aprendizado se torna mais fácil e, a partir dos 11 anos, começa a surgir o interesse pelo aspecto técnico do esporte.
Corrida com diversão – Além dos cuidados com hidratação e nutrição, Bianchini indica o que deve ser feito para evitar sobrecargas: “Inicialmente, podemos começar com treinos de 30min por dia (contínuos ou em intervalos de 10min ou 15min cada), no máximo cinco vezes por semana, incluindo dois ou três meses de descanso por ano”.
Já a realização de provas merece um cuidado especial e alguns pontos importantes precisam ser levados em consideração no momento da escolha. “Existem competições temáticas com personagens ou em miniaturas de outras provas maiores, com trajetos parecidos tanto para os pais quanto para os filhos”, afirma Bisan.
De acordo com Bianchini, o mais recomendado é optar por circuitos fechados e percursos curtos. Dessa forma, a criança pode parar caso esteja cansada e os pais podem observá-la o tempo todo. Como a probabilidade de hipertermia é maior em crianças, o melhor é evitar horários com temperaturas elevadas e ar excessivamente seco.





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