As modificações induzidas pelo treinamento são transitórias
ou passageiras. Todas as características secundárias adquiridas por meio do
treino, perdem-se e retornam aos limites iniciais pré treinamento, após
determinado período de inatividade. Pelo motivo exposto há sempre a necessidade
de manutenção do treinamento em níveis contínuos para a manutenção de um estado
de treinamento mais elevado.
Embora ainda não se tenham explicações adequadas para
inúmeros questionamentos relacionados com os efeitos da prática da atividade
física envolvendo integrantes da população jovem, verifica-se que, nos últimos
anos, uma grande quantidade de informações vem sendo acumulada com referência ao
assunto. Certamente, as lacunas existentes têm a ver com o fato de alguns
programas de atividade física induzirem modificações morfológicas e funcionais
na mesma direção do que é esperado para o próprio processo de maturação
biológica (GUEDES & GUEDES, 1995).
Os especialistas em pediatria enfatizam que as crianças,
tanto funcional quanto estruturalmente, não são semelhantes aos adultos
(ASTRAND, 1992). Em pessoas adultas, tem-se assumido que as alterações que
eventualmente, possam ocorrer caracterizam-se como uma resposta ao processo de
adaptação do estresse imposto pelo esforço físico. Entretanto, em se tratando de
crianças e adolescentes, as modificações que presumivelmente ocorrem até que
atinjam o estágio de maturidade podem ser tão grandes ou maiores até do que as
próprias adaptações resultantes de um programa de atividade física (GUEDES &
GUEDES, 1995).
Nesse sentido, parece ser fundamental, em estudos
realizados com crianças e adolescentes, que se distinguam os efeitos do
treinamento dos possíveis efeitos provocados pela ação do crescimento,
desenvolvimento e maturação sobre as variáveis analisadas.
Segundo ARAÚJO (1985), o crescimento pode ser definido como
as mudanças normais na quantidade de substância viva; é o aspecto quantitativo
do desenvolvimento biológico, é medido em unidades de tempo, resultando de
processos biológicos por meio dos quais a matéria viva normalmente se torna
maior. O crescimento enfatiza as mudanças normais de dimensão durante o
desenvolvimento e pode resultar em aumento ou diminuição de tamanho e, ainda,
variar em forma e/ ou proporção. O desenvolvimento, por sua vez, pode ser
definido como um processo de mudanças graduais, de um nível simples para um mais
complexo, dos aspectos físico, mental e emocional pelo qual todo ser humano
passa, desde a concepção até a morte (BARBANTI, 1994); já, a maturação significa
pleno desenvolvimento, a estabilização do estado adulto efetuada pelo
crescimento e desenvolvimento (ARAÚJO, 1985).
Para GALLAHUE (1989), o crescimento pode ser definido como
o aumento na estrutura corporal realizado pela multiplicação ou aumento das
células; o desenvolvimento como um processo contínuo de mudanças no organismo
humano que se inicia na concepção e se estende até a morte; por fim, ainda
segundo GALLAHUE (1989), a maturação refere-se às mudanças qualitativas que
capacitam o organismo a progredir para níveis mais altos de funcionamento e que,
vista sob uma perspectiva biológica, é fundamentalmente inata, ou seja, é
geneticamente determinada e resistente à influência do meio ambiente. Por
exemplo: a idade aproximada em que uma criança aprende a sentar, ficar em pé e
caminhar é altamente influenciada pela maturação
A perda nos níveis de adaptação adquiridos no treino estão
intimamente relacionados ao período de tempo em que foram adquiridos. Como regra
"quanto mais longo o período de treinamento mais longo será o período de
destreino (ZATSIORSKY; 1999) e toda aquisição que se ganha lentamente e em um
tempo prolongado mantém-se com mais facilidade e perde-se com mais lentidão do
que as aquisições conseguidas rapidamente e em um tempo curto (BARBANTI; 1994).
Alguns aspectos morfológicos e funcionais como no caso das
adaptações anaeróbias que perdem-se mais rapidamente do que as adaptações
aeróbias e de força máxima. A hipertrofia muscular é tanto quanto vagarosa em
sua evolução durante o treino quanto no destreinamento. Segundo FLECK &
KRAEMER (1999), a redução da força durante o destreino dá-se em uma velocidade
inferior quando comparada com o tempo para aquisição no treino. Vale lembrar,
que os níveis de força muscular em períodos curtos de destreino, permanecem um
pouco acima daqueles encontrados no pré treinamento.
Para evitar uma drástica perda nos níveis de força
alcançados, e criando condições para preservar um declínio mais vagaroso da
mesma, deve-se programar períodos curtos de trabalhos contra resistência. A
atitude de criar microciclos breves de treinamento de força, visando uma
manutenção satisfatória da força com menor perda momentânea, faz-se lógica,
necessária e econômica, assim como aproveita de maneira otimizada os efeitos
residuais do treinamento.
Justificativa
Justificativa
Adolescentes apresentam uma série de mudanças em seu
desenvolvimento físico, essas mudanças, nem sempre são mensuradas, ainda mais se
estes adolescentes têm em seu cotidiano uma prática esportiva agregada a sua
vida escolar.
Então, as férias escolares, concomitante à pausa nas
práticas esportivas, seria um momento onde estes adolescentes perderiam um pouco
de suas capacidades físicas adquiridas no decorrer do ano? Ou, sem todas as
atividades do dia-a-dia, estes adolescentes, poderiam também desenvolver suas
capacidades físicas, como a força, a agilidade e a resistência, mesmo sem
estarem treinando?
Objetivos
Objetivos
Este estudo foi realizado com o intuito de tentar verificar
o quanto estes adolescentes desenvolvem de suas capacidades físicas, estando
eles em sua vida diária normal (aulas e treinamentos), ou estando em férias?
O objetivo deste é tentar informar aos profissionais de
Educação Física, sobre as diferentes fases do desenvolvimento de crianças e
adolescentes, em dois momentos distintos, sendo o período letivo agregado à
prática esportiva e o período de férias, onde esta é também interrompida,
proporcionando maiores informações para que estes possam desenvolver em seus
alunos todas as potencialidades que vierem a apresentar, seja para detectar um
talento esportivo ou para que os mesmos possam desenvolver uma consciência
corporal que os levará a uma melhor qualidade de vida no futuro.
Metodologia
Metodologia
As avaliações foram realizadas em dois locais: a quadra do
CPP (centro do professorado paulista), e a quadra da EMEF Maria Adelaide situada
no bairro Antônio Pagan.
Foram realizados 4 (quatro) avaliações com os alunos do CPP
, nos meses de outubro e novembro de 2003 e em março e junho de 2004 e duas
avaliações com os alunos da EMEF Maria Adelaide, nos meses de outubro de
novembro de 2003. Estas avaliações foram realizadas sempre realizadas às 14
horas.
Participaram das avaliações crianças e adolescentes com
faixa etária variando entre 9 e 17 anos. Apresentando média de altura de 1.55cm
e média de peso de 48,5 kg.
Todos os adolescentes envolvidos, participam das escolinhas
de voleibol do projeto VOLEI FUTURO na cidade de Araçatuba - SP, realizando
atividades em média de 1 hora e 15 minutos por dia e com freqüência de 3 vezes
semanais.
Os treinamentos são voltados para a iniciação esportiva,
dando ênfase às atividades coordenativas, fundamentos específicos da modalidade,
jogos reduzidos, tanto do voleibol quanto de outras modalidades que vão
desenvolver melhores condições motoras gerais nestes jovens, além de atividades
lúdicas.
A freqüência cardíaca era avaliada através da contagem dos
batimentos durante 15 segundos e multiplicando-se por 4. Antes de iniciar esta
avaliação os alunos permaneciam sentados por 10 minutos, já que a maioria se
locomovia de bicicleta até o local da avaliação.
Para a avaliação do alcance vertical os avaliados
posicionavam-se com os pés paralelos à parede, estendendo-se um dos braços sob
uma trena afixada na parede, onde marcava-se os resultados.
Para a impulsão vertical os alunos "sujavam" as pontas dos
dedos no pó de giz e saltavam sem deslocamento a fim de tocar o ponto mais alto
que conseguissem, sendo um salto apenas para cada aluno.
Para a avaliação de agilidade utilizamos o teste adaptado
de Chatorram, com uma distância 6 metros.
Freqüência cardíaca no exercício, era avaliado
imediatamente após a realização do teste de agilidade contando-se no pulso dos
alunos durante 15 segundos e multiplicando-se por 4.





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